sábado, 28 de abril de 2012

Vencendo (autor desconhecido)



Eu estava vendo alguns garotinhos jogarem futebol. Eles tinham entre cinco e seis anos de idade, mas o jogo era sério - dois times completos, com técnicos, uniformes e pais. Eu não conhecia nenhum dos meninos e pude apreciar o jogo sem a distração da ansiedade sobre a vitória ou derrota. Apenas gostaria que os pais e técnicos pudessem ter feito o mesmo.

Os dois times estavam bem equilibrados. Vou chamá-los apenas de Time Um e Time Dois. No primeiro tempo, nenhum dos dois times marcou um gol. As crianças eram hilariantes. Desajeitadas e terrivelmente ineficientes. A toda hora elas tropeçavam em seus próprios pés ou na bola, chutavam se acertar nada e perdiam passes. Mas ninguém se importava. Elas estavam se divertindo.

No segundo tempo, o técnico do Time Um tirou todos os seus jogadores, que provavelmente eram os titulares, e , com exceção do goleiro, seu melhor jogador, colocou reservas em campo. O jogo mudou dramaticamente. Todo o Time Dois avançou para cima do garotinho que agora guardava o gol do Time Um. Ele era atleta incrível, mas não conseguiria resistir três ou quatro do outro time, também muito bons, atacando ao mesmo tempo. E o Time Dois começou a marcar gols. O goleirinho solitário fez tudo o que podia. Ele jogava o seu corpo contra as bolas valentemente, tentando pará-las. Ainda assim, o Time Dois marcou dois gols em rápida sucessão. Isso enfureceu o pequeno goleiro. Ele se tornou um maníaco - gritando, correndo, mergulhando contra a bola. 

Com toda a força que conseguiu ajuntar, ele cobriu o garoto que tinha a bola no momento, mas o atacante a passou para outro menino, 5 metros adiante, e, antes que o Time Um tivesse tempo de se reposicionar, outro gol foi marcado. Eu estava totalmente absorto, olhando para o garotinho e seus pais na lateral. Após o terceiro gol, o pequeno goleiro mudou. Ele podia ver que não adiantava mais. Por mais que se esforçasse, não conseguiria parar o Time Dois sozinho. Ele não desistiu, mas era possível ver o desespero em seus rosto. A futilidade dos seus esforços estava escrita em suas ações. E seu pai mudou também. Antes, ele estivera gritando palavras de incentivo e conselhos para seu filho. Mas agora estava ansioso. Tentou dizer que estava tudo bem - que seu filho ficasse firme. Ele sofria junto com o filho.

Após o quarto gol, eu vi o que estava para acontecer. Já havia visto outras vezes. O garotinho precisava de ajudar, e não havia nenhuma ajuda a ser dada. Ele tirou a bola da rede, entregou-a a juiz - e então chorou. Ele apenas ficou parado ali, com grandes lágrimas rolando por seu rosto. Ele se ajoelhou, colocou as mãos nos olhos e chorou lágrimas de desespero e sofrimento. Mas, quando o garoto se ajoelhara, o seu pai começara a andar para dentro do campo.

Ele não podia fazer isso - o jogo ainda estava em progresso. De paletó, gravata, sapatos e tudo, correu para dentro do campo e levantou o filho no colo para que todos pudessem ver que aquele era seu filho. Ele abraçou o menino, segurou-o bem apertado contra o peito e chorou com ele. Eu nunca fiquei tão orgulhoso de um homem em toda minha vida. Ele levou o garotinho para fora do campo e, quando chegou às laterais, pude ouvi-lo dizer:

"Scotty, estou tão orgulhoso de você! Você estava demais! Quero que todos saibam que você é melhor filho".

"Papai", o garoto soluçou, "eu não consegui segurá-los. Eu tentei, papai, tentei e tentei, mas eles marcaram os gols assim mesmo"

"Scotty, não importa quantas vezes eles marcaram gols em você, Você é o meu filhos, e estou orgulho de você. Quero que você volte e termine o jogo. Sei que você quer parar, mas você não pode. E, filho, eles provavelmente vão marcar gols de novo, mas não importa. Agora, pode ir até lá".

Aquilo fez a diferença - posso realmente dizer que fez. Quando você está sozinho, e estão marcando gols em você e você não pode pará-los, faz uma diferença enorme saber que isso não importa para aqueles que o amam. O garotinho correu de volta para o campo. Mais dois gols foram marcados contra ele - mas tudo estava bem.

Eu sofro gols todos os dias. Eu tento tanto. Sem parar, jogo meu corpo em todas as direções. Grito e me revolto. Luto contra a tentação e o pecado com cada grama de meu ser - e Satanás ri. E marca outra vez; e as lágrimas vem; e me jogo de joelhos - pecador, arrependido, desesperado. E meu Pai - meu Pai chega correndo ao centro do campo - na frente de todo o Mundo. O Mundo grita e ri de meus vãos esforços. E meu Pai levanta, me abraça e me diz: Estou tão orgulhoso de você! Você estava demais! Quero que todos saibam que você é meu filho, e ainda mais, como eu controlo o resultado deste jogo, tenha certeza de que você sairá Vencedor!".






Nenhum comentário:

Postar um comentário